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3 de novembro de 2017

Vila São João interior de Redentora tem alto número de assassinatos

Vila São João, principal comunidade do interior de Redentora, sábado, 28 de outubro de 2017, 23horas e 45 minutos, tiros de arma de grosso calibre cortam o silêncio da noite. Agitação dos animais domésticos, pessoas saem de suas casas para descobrir o ocorrido e a cena é de filme de ação. Dois jovens, de 21 e 22 anos, estão mortos, atingidos e caídos a poucos metros do templo da igreja católica da comunidade e da segunda maior escola do município.
A cena descrita acima seria algo atípico em qualquer comunidade interiorana da Região Celeiro, mas se tratando da Vila São João dos últimos tempos, casos absurdos de violência estão se tornando rotina na vida dos cidadãos.
Somente neste ano, em um levantamento feito por nossa reportagem, a comunidade já registrou cinco homicídios. Sendo três nas últimas duas semanas. No sábado anterior ao retratado acima, um idoso de 91 anos foi vítima de um latrocínio, roubo seguido de morte. O caso ocorreu em uma das diversas linhas que têm a Vila São João como referência. Os outros dois casos envolveram indígenas da comunidade adjacente, onde o primeiro, um adolescente de 13 anos, foi esfaqueado e teve a artéria femural rompida e morreu a caminho do socorro. O segundo foi atingido por golpes de facão durante uma suposta briga e morreu no local do crime.
Nossa reportagem conversou com moradores, que preferem não se identificar, com o Delegado Vilmar Ataídes Scheffer e com o comandante local da Brigada Militar, Narciso Angelim, sobre a violência registrada na comunidade.
Alguns casos que foram registrados assustam já no momento do relato. Casos de furtos ocorrem tão seguidamente que viraram rotinas. Os larápios invadem as propriedades e residências e levam o quê de valor encontrarem pela frente.
Outros são mais violentos, com uso de armas, pessoas são rendidas e suas casas e assaltadas e em alguns casos agredidas sem piedade. Em um caso chegou ao extremo e um senhor de 91 anos foi assassinado durante uma ação criminosa.
O temor é tanto que algumas pessoas têm mudado as suas casas de lugar, transferindo as residências para as divisas das suas propriedades para ficarem próximas dos vizinhos.
O delegado reconhece que a situação é bastante complicada, e explica que ela se agrava por que as forças de segurança em Redentora sofrem com o deficit de efetivo. A Polícia Civil tem apenas um policial lotado e a Brigada Militar cinco brigadianos, sendo que o quinto chegou há poucos dias.
O delegado também relata que há alguns registros dos casos na delegacia de Redentora, mas que muitos nem chegam ao conhecimento da Polícia Civil, o que impede as autoridades de agirem.
Nos casos que estão sendo investigados, o delegado relata que encontra também dificuldades para colher provas, já que a maioria das pessoas prefere não se pronunciar sobre os assuntos, o que segundo o delegado Scheffer, é compreensivo já que muita gente teme até represálias.
Sobre os casos de homicídios, ocorridos nestas última duas semanas, ele disse que a investigação está avançada e que a identificação dos autores está praticamente definida, mas que por hora não comentaria mais detalhes dado ao fato de que as investigações estão em andamento.
O soldado Angelin da Brigada Militar informou que a guarnição realiza trabalho de patrulhamento na localidade e até ações de fiscalização em veículos na expectativa de coibir a violência e possíveis delitos e apreender armas, mas reconhece que o tipo de crime que está ocorrendo é dificil de coibir.
Um morador faz questão de dar uma sugestão. — O ideal seria que a gente tivesse um destacamento da Brigada aqui, mas sabemos que isso é impossível, então a gente torce que as coisas se ajeitem. — Diz ele.
Relatos extraoficiais que nos chegam é de que muito do aumento dos casos de roubo à mão armada e furtos pode ter se agravado com a maior incidência do tráfico de drogas na comunidade.
Aos moradores resta fazer o que podem para ter um pouco mais de tranquilidade, que vão desde montar rondas, muitas vezes armadas, até o abandono de suas propriedades para viver na cidade onde se sentem mais seguros.

Fonte: Sistema Província
Foto: RD Foco
Santo Augusto Urgente

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